sábado, 19 de fevereiro de 2011

São Leopoldo-RS

Fundada em 1824, a cidade é o berço da colonização alemã no Brasil. O turista pode visitar os pontos turísticos e religiosos, servir-se da gastronomia, conhecer o artesanato e divertir-se na noite leopoldense. São Leopoldo conta ainda com uma das maiores universidades particulares do Brasil, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Os primeiros imigrantes chegaram a Porto Alegre, capital da província de São Pedro do Rio Grande, em 18/7/1824. Logo depois, foram enviados para a desativada Feitoria do Linho Cânhamo, um estabelecimento agrícola do governo, que não dera resultados. Essa feitoria localizava-se à margem esquerda do Rio dos Sinos.




Em 25/7/1824, esses 39 imigrantes, sendo 33 evangélicos e seis católicos, chegaram ao seu destino. Esta é a data de fundação de São Leopoldo, de onde vem o título de “Berço da Imigração”.

Eles foram instalados na Feitoria até que recebessem seus lotes coloniais. O Governo do Estado batizou o núcleo de imigrantes de Colônia Alemã de São Leopoldo, que se estendia por mais de mil km², abrangendo na direção sul-norte, de Esteio até Campo dos Bugres (hoje, Caxias do Sul), e em direção leste-oeste, de Taquara (hoje) até o Porto de Guimarães, no rio do Caí (hoje, São Sebastião do Caí).

Aos poucos, outros imigrantes ocuparam os vales do Rio dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando progresso através da dedicação ao trabalho, o que possibilitou que a colônia Alemã se emancipasse de Porto Alegre. Concorreu para este fato serem os alemães, além de “landmann” (agricultor), “hand-werker” (artesão). Resultou daí a variada produção que originou o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos.



Em homenagem a estes imigrantes, o dia 25 de julho é um grande feriado municipal. Com a comemoração, São Leopoldo busca resgatar a memória e a variada contribuição dos alemães ao nosso Estado.




Além de 25 de julho (Dia de São Cristóvão e Dia da Imigração Alemã), de acordo com a lei municipal nº 5262/2003, também é feridado oficial em São Leopoldo 8 de dezembro (Dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Portão-RS

Como consequência do Tratado de Madrid em 1750 e da extinção das missões jesuíticas, o Rio Grande do Sul foi dividido em grandes fazendas ou estâncias que foram entregues a famílias de militares ou amigos do Imperador, visando ocupar território, e com isso proteger as fronteiras. No final de 1788, algumas destas fazendas, no vale do Rio dos Sinos, foram desapropriadas para a implantação da Real Feitoria do Linho Cânhamo, estatal portuguesa destinado à produção de fibras para cordas e velas de navios.

praça do chafariz, Por luis fernando
praça do chafariz, Por luis fernando


No início de 1789, foi construído um portão junto à margem esquerda do Arroio Correa, divisa natural com o Rincão do Cascalho, bloqueando a estrada (mais tarde Estrada Júlio de Castilhos) que ligava Porto Alegre ao centro do Estado. A Feitoria faliu e em suas terras foi feito o primeiro assentamento de imigrantes alemães no Estado em 1824. Este PORTÃO que existiu por muitos anos, mudou o nome do Arroio, deu nome ao povoado que surgiu ao longo da estrada, à Estação de trem (hoje desativada) e ao Bairro que se formou em sua volta, e em 9 de Outubro de 1963 deu nome à cidade. Nas fazendas da margem direita do Arroio, desde a Bom Jardim ao norte até a Estância Nova ao sul, era criado o gado, cultivadas frutas cítricas, mandioca, milho, cana-de-açúcar e até trigo.

Igreja Luterana-Jacson Hartmann
Igreja Luterana-Jacson Hartmann

Os imigrantes alemães compraram terras e transformaram as fazendas em minifúndios. O comércio foi fortalecido, assim como a indústria do couro teve incremento com a chegada dos curtumes. Hoje, Portão se destaca pela cultura, gastronomia, artesanato, produtos químicos e indústrias de calçados e componentes. São heranças deixadas por nossos antepassados, que somados às tecnologias de ponta do mundo atual, geram um crescimento ordenado e constante do município.

Fonte
Fonte


TURISMO

A cidade de Portão é um lugar cheio de bonitas paisagens e de uma área rural muito bem aproveitada. A região é cercada por Acácias Negras, plantações de citrus e floriculturas ao longo da rodovia.

Principais Pontos Turísticos
Praça Armando A. Mattes
(Praça do Chafariz), situada no centro da cidade, também é um ponto a ser visitado. 

praça do chafariz, Por luis fernando

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Igrejinha RS--Turismo


Morro da Cruz na localidade de Serra Grande

Igrejinha é estadualmente conhecida pelo turismo de compras de calçados.Localizada na principal rota de acesso à Região das Hortênsias, a cidade é ponto de parada dos turistas para compras de calçados e artigos de couro, nas lojas localizadas as margens da RS-115. O parque Ecoland, um parque ecológico privado com lagos, mata nativa e animais silvestres, atrai muitos turistas.
Localizada em uma região montanhosa o município possui diversas atrações naturais. Os principais atrativos são a Cascata de Solitária - localizada na localidade de mesmo nome, a Cascata dos Italianos - localizada em Linha Caloni, e a Toca dos Bugres - uma caverna também localizada em Linha Caloni que serviu de moradia para os índios habitantes da região. Algumas montanhas também atraem turistas como o Morro dos Alpes - o ponto mais alto do município com 773 metros de altitude, o Morro Alto da Pedra - localizado à 700 metros acima do nível do mar e utilizado para decolagens de Asa-delta e de Parapente(voo livre), e o Monte da Fé, mais conhecido como morro da cruz - um morro com cerca de 670 metros de altitude onde foi construída uma cruz com 30 metros de altura. Estes três morros estão localizados na localidade de Serra Grande.

Pórtico do Parque da Oktoberfest de Igrejinha
 
O principal evento da cidade é a Oktoberfest, um festival das tradições germânicas, realizada anualmente no mês de outubro, desde 1988. Nesta festa, que reúne cerca de 200 mil pessoas,são consumidos mais de 200 mil litros de chope por edição.Outro evento importante é a Femóveis, feira de móveis do Vale do Paranhana, realizada anualmente no mês de agosto no Parque de Eventos Almiro Grings. Igrejinha também possui uma Feira do Livro, realizada na praça Dona Luiza durante a semana de aniversário de emancipação do município, no início do mês de junho. O encontro de motoqueiros com shows de manobras radicais e acrobacias, chamado de Schin Moto Fest, é outro importante evento da cidade.Realizado no mês de setembro, este encontro reúne mais de 15 mil motociclistas de todo o Brasil.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lindolfo Collor-RS

O município de Lindolfo Collor emancipou-se do município de Ivoti em 26 de Março de 1992. O município era conhecido nos tempos de antigos por Picada Capivara devido a grande existência destes animais na localidade. Hoje, Lindolfo Collor constitui-se pelos seguintes bairros: Capivarinha, 14 Colônias, Picada 48 Baixa, Centro e Feldmann. Mais de 80% da população é constituída por imigrantes do Alto Uruguai, sendo que os primeiros imigrantes alemães chegaram a estas terras por volta de 1826.

Principais Pontos Turísticos

SÍTIO DO MOINHO
O local abriga o prédio que servia de instalação de um antigo moinho de moer farinha e uma roda dágua, além da casa dos proprietários. Possui também atrativos naturais, arquitetônicos e históricos. Recebe visitação diariamente.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

História de Esteio-RS

João Palma da Silva, publicou em uma crônica dos municípios, publicada em 18.10.1966 no Correio do Povo: 1872 - ainda no período de costrução do trecho da estrada de ferro Porto Alegre - São Leopoldo, havia um mato com o nome Capão dos Esteios, após veio a se modificar para ser chamado Mato do Esteio, isto na época em que Saturnino Mathis Velho transferiria a terra para seus sucessores no século passado. A ponte ferroviária era então chamada Ponte dos Esteios (sobre o Rio Sapucaia), tendo sido instalada uma parada, Estação Esteio, para o abastecimento de água da locomotiva.
Devido a seu crescente progresso e ao descontentamento com o tratamento dispensado pelo município de origem, com a sede administrativa ao futuro município, teve início um movimento, que a princípio não foi recebido com muita importância.
Na ocasião, foi marcada uma reunião preparatória para 27 de Novembro do mesmo ano, para tratar do plebiscito que foi conseguido pela lei número 2.116 de 24 de Setembro de 1953. A realização do mesmo se deu em 8 de Dezembro de 1954, sancionada pelo governador Ernesto Dornelles, desmembrando Esteio da Feitoria do Linho e do Cânhamo, atual São Leopoldo.
Em 20 de Dezembro de 1954, foi realizado o pleito para a escolha da sua primeira administração, sendo eleito prefeito Luiz Alécio Frainer. No dia 28 de Fevereiro daquele ano, foi realizada a reunião para a instalação do município de Esteio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vacaria-RS

   Foram os missionários jesuítas que ainda por volta de 1700 iniciaram a colonização da região deixando gado para criarem-se soltos trazidos das Missões, sendo denominada “Baqueria de los Pinhales” (Vacaria dos Pinhais) A estrada das tropas, aberta em 1727 e 1729, destinada primeiramente ao comércio de gado, ligou a região dos Campos de Cima da Serra a Lages, Curitiba e São Paulo. Em 1697, os Padres Espanhóis, saindo das Missões, adentravam os nossos campos com a primeira leva de gado vacum. Em 1713 os índios das Missões abriram picadas nos futuros Matos Castelhano e Português, penetrando o Planalto ou seja, a região jesuítica da Vaccaria dos Pinhais.



   Às passagens foram abertas com muito trabalho, força de braço e a machado, abrindo caminho para passar os primeiros gados Dos vestígios da dominação da Companhia de Jesus, entre outros, citamos o célebre “marco de pedra polida”, cuja origem não foi identificada, descoberto no então segundo distrito de Bom Jesus, que, afora sinais e letras de legenda, nele se encontra a data sugestiva de 1622 (esta data 1622 está bem clara no livro No Planalto de Manoel Duarte - para outros a data é 1692, 70 anos de diferença?) o qual, segundo A. de Taunay e P. Geraldo Pauwels, representa o mais antigo monumento do Rio Grande do Sul ( referido marco encontra-se no Museu da Prefeitura M. de Vacaria). Em 21 de dezembro de 1761 se fundava a Capela curada de Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria em conseqüência do encontro da Santinha. Em 1769 era provida de seu primeiro pároco residente, o Pe.



    Duarte Ferreira Roriz. Constam os registros que, em 1785 havia 24 ocupantes de terras com títulos legais e 64 ocupantes sem título algum. Destes possuidores destacamos o lagunense Manoel Rodrigues de Jesus que, segundo Manoel Duarte, Sua prole se desdobraria incalculavelmente, representando, bem se pode dizer, a população vacariense, onde não há família que não descenda ou não se ramifique a sua arvore genealógica, bem como a prole de José de Campos Bandemburg..



   O tempo foi passando e, em 22 de outubro de 1850, pela lei número 185, a Freguesia de Nossa Senhora da Oliveira de Vacaria foi elevada à vila, sendo, esta data, após consulta confirmativa ao Instituto histórico Geográfico do Rio Grande do Sul, havida como a data oficial do Município de Vacaria. Em 1936, pelo Dec. Lei nº. 6.332, assinado pelo Governador Flores da Cunha, Vacaria toma a denominação de cidade.

 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Porto Alegre-RS

Porto Alegre nasceu de uma pequena colônia de imigrantes açorianos, que se estabeleceram na Ponta de Pedra em 1752, dentro da Sesmaria de Santana, capitaneada por Jerônimo de Ornellas e Vasconcellos. A partir daí, a localidade começou a ser chamada de Porto dos Casais.



 
Em 1763 os castelhanos, comandados por Don Pedro Cevallos, governador de Buenos Aires, invadem o Rio Grande do Sul e tomam a cidade de Rio grande. Neste ano, as populações portuguesas do norte do estado migram para a região de Viamão e Porto dos Casais.

Em 26 de março de 1772, um edital eclesiástico divide a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão em duas. O antigo Porto dos Casais se transforma na Freguesia de São Francisco. Quase um ano depois, em 18 de janeiro de 1773, um novo edital rebatiza a pequena povoação, que passa a se chamar de Madre de Deus de Porto Alegre. O então o governador da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, José Marcelino de Figueiredo, ordena a transferência da Câmara Municipal de Viamão para Porto Alegre. A antiga colônia açoriana se transformava na capital da província. Além de centro administrativo, a cidade se transforma em área militar. Paliçadas de madeira são construídas em torno da cidade. As estreitas ruas da Porto Alegre colonial são projetadas como um labirinto, possuindo nítido caráter defensivo. A modesta capital prospera e, em 1804, a Coroa Portuguesa instala a primeira alfândega do rio grande do Sul

Contudo, se passaria algum tempo, até que o modesto núcleo urbano se transforma-se em vila, em 1809, e depois cidade, em 1822.

Porto Alegre nos primeiros anos do século XIX, foi um dos primeiros núcleos urbanos de apoio as forças portuguesas, instaladas no Delta do Jacuí, que desbravaram o interior do Rio Grande do Sul. Além de centro comercial, administrativo e militar, a cidade também oferecia serviços de estaleiros. As embarcações portuguesas, alem de se abastecerem com víveres, também podiam fazer pequenos reparos no casco e no velame.

Entre 1822 e 1835, cidade se desenvolve. A conquista das áreas meridionais do Brasil e as campanhas portuguesas trazem a Porto Alegre novos contingentes militares. É a época da construção dos grandes casarões coloniais portugueses na cidade, como por exemplo, o Solar dos Câmara e outros prédios administrativos no mesmo estilo.

Em 1835, o Rio Grande do Sul mergulha em uma guerra de caráter libertário. Veteranos das campanhas das Guerras do Prata, aliados a Guarda Nacional e outros descontentes se organizam em uma milícia, que foi chamado posteriormente, Farroupilha. Porto Alegre se encontrava fortificada, mas isso não impediu que em 20 de setembro de 1835, esta fosse invadida pelas tropas rebeldes.

Os Imperiais retomaram a cidade em 1836 e, que a partir de então, sofreria três intermináveis cercos até o ano de 1838. Foi a resistência a esses cercos, que deram o título a cidade de "Mui Leal e Valorosa". Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a cidade só voltaria a crescer sua malha urbana após 1845. A guerra não impediu que três anos antes, o primeiro Mercado Público fosse construído, organizando o comércio nas áreas centrais.

São anos prósperos, época em que os primeiros imigrantes alemães e italianos desembarcam na capital, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais.

A Guerra do Paraguai (1865/70), transforma a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebe dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis, melhorias na área portuária, além da construção do primeiro andar do novo Mercado Público.

O fim da campanha do Paraguai faz o Império do Brasil mergulhar numa crise política - administrativa. O governo perdia lentamente o controle sobre as comunidades de escravos, e em 1884, o governo municipal liberta os cativos da cidade. Era a preparação para o advento da República em 1889.

Estes primeiros governos republicanos - que no Rio Grande do Sul seguiam a filosofia positivista de Augusto Comte - deixaram profundas marcas na capital gaúcha. Estes homens acreditavam numa sociedade comandada pela ditadura do presidencialismo, pelos homens íntegros e sábios. Grandes quantidades de prédios públicos são construídos nessa época, ornados com magnífica estatuária simbólica positivista. A preocupação desse grupo político com as benfeitorias e melhorias do espaço urbano vai transformar o antigo aspecto colonial da cidade. Existe uma enorme preocupação com o saneamento das áreas centrais. São destruídos os cortiços e os mal conservados prédios do centro. Durante as administrações republicanas(1889 a 1940), foram instalados na cidade a eletricidade, a iluminação pública, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, as primeiras faculdades, hospitais, ambulância, a telefonia, industrias, o rádio desenvolvidos uma série de planos diretores, alguns dos quais implantados décadas depois, como o Plano Maciel de Melhorias de 1914, que seria viabilizado só nas décadas de 30 e 40.


A cidade a partir da década de 40 assume, definitivamente, seu caráter de centro administrativo, comercial, industrial e financeiro do estado. Os animais de carga, que dominavam o cenário urbano, são substituídos pelos modernos automóveis. São anos de ampliação das malhas viária da cidade. São abertas na cidades grandes avenidas, como a Farrapos, a Borges de Medeiros e a Salgado Filho. Outras são pavimentadas, como a Azenha e a João Pessoa.



A expansão do centro urbano, então, começava a se direcionar para as áreas sul e norte da península. Nas décadas de 60 e 70, grandes obras viárias são feitas na capital. São construídos os viadutos da Borges de Medeiros, da João Pessoa, o Ubirici, Tiradentes e Ildo Meneghetti. Essas obras melhoraram o fluxo de veículos na área densamente povoada da capital.