quarta-feira, 9 de março de 2011

Agudo-RS

Agudo aparece pela primeira vez num mapa organizado pela Província no ano de 1800. O Governo Provincial, cria a região a Colônia Santo Ângelo. E apenas em 1º de novembro de 1857, chegaram os primeiros imigrantes alemães.

vista do morro agudo, Por Catiucha Rehbein
vista do morro agudo


Em 04 de setembro de 1885 a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul, dividiu a Colônia em seis grandes complexos. Em 1938, Agudo é elevada a categoria de cidade. E em 1957, iniciou-se o movimento de emancipação. Dois anos depois, pela Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959, foi criado o município de Agudo com área de 553km2. cascata raddatz, Por Catiucha Rehbein
cascata raddatz


 A região conhecida como Agudo, aparece pela primeira vez em um mapa originado pela Província no ano de 1800. O Governo Provincial cria na região, a Colônia Santo Ângelo, nome dado em homenagem ao então Presidente da Província, Ângelo Muniz Ferraz. Apenas em 1º de novembro de 1857, que os primeiros imigrantes alemães chegam a Cerro Chato, a margem esquerda do Rio Jacuí. 
 A cidade vista do morro agudo, Por Catiucha Rehbein
A cidade vista do morro agudo

Em 1938, Agudo é elevada a categoria de cidade. Nome que originou-se de um morro localizado a oeste do município, com 429 metros de altura. Em 1957, iniciou-se o movimento de emanciapção. Dois anos depois, pela Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959, foi criado o município de Agudo, com área de 553 Km². No território que compreende o atual município foram encontrados vestígios arqueológicos das tradições humaitá, vieira e tupi-guarani. Estes índios foram aldeados nos séculos XVII e XVIII.

Vista do Alto do Morro da Antena-Foto:psycoman1978
Vista do Alto do Morro da Antena

 O primeiro diretor foi Florian Von Zurowski, que logo foi substituído pelo Barão Von Kahlden, sendo a primeira personalidade mais importante da história da Colônia Santo Ângelo, onde atuou como administrador público. A Picada Morro Pelado aberta em 1855, forma hoje a Avenida Concórdia, a principal da cidade. Em 1865 a Colônia Santo Ângelo torna-se o 1º Distrito de Cachoeira do Sul, estendendo-se à margem esquerda do Rio Jacuí até a Colônia Germânica (atualmente Candelária). Em 4 de setembro de 1855, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul, dividiu a Colônia Santo Ângelo em 6 grandes complexos de acordo com a Lei Municipal nº 1.433 de janeiro de 1844, para a arrecadação de Imposto Colonial. Terminava então, a possibilidade da colônia tornar-se um grande município.

Voando em Agudo-LuisGPfeifer
Voando em Agudo

Agudo fica na região central do Estado do Rio Grande do Sul

Pista de salto-joshtrindade
Pista de salto

A Câmara Municipal foi instalada em 06 de junho de 1959 como poder original, suporte para a instalação efetiva do Município. Com nove vereadores, propiciou a que 95 cidadãos exercessem 137 mandatos parlamentares. Com o lema o Poder do Povo; o Povo no Poder, a Câmara Municipal de Agudo cumpre a 12ª legislatura.

Praça-por Hilario Arbugeri
Praça

Originário da Colônia Santo Ângelo de imigração alemã, instalada em 1857, o Município de Agudo nasceu de movimento instalado em 1957. A emancipação ocorreu em 16 de fevereiro de 1959. O território, de 536 km², foi desmembrado de Cachoeira do Sul e Sobradinho. Localizado na região central do estado, Agudo tem 17917 habitantes (IBGE-2005). O acesso dá-se pela RST-287 e RS-348.

terça-feira, 8 de março de 2011

Agua Santa-RS

Era terra coberta de mata virgem, rica em madeira de lei e pinheiros. Dois rios, o dos Índios e a sanga do Curtume se abrem, como dois braços enormes, num gesto carinhoso e amigo, acolhendo os moradores e recebendo os colonizadores que chegavam.

Vista aérea-Foto:jlczr010
Nesta natureza habitavam os índios Kaingáng, donos absolutos destas terras.Após, se estabeleceram famílias de cabloclos. Estas famílias, habitavam esta região muitos anos antes da colonização. Acredita-se que entraram aqui pelos anos de 1913 ou antes. Moravam em rachos feitos de madeira lascada. Todos vendiam seus poucos produtos e compravam o necessário para sua subsistência em Campo do Meio. Lá era a sede do Distrito de Passo Fundo e o Cartório de Registros.
Igreja Matriz à noite-Foto:jlczr010

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alvorada-RS

  O município, antes 3° Distrito de Viamão, chamado de Passo do Feijó, emancipou-se no dia 17 de setembro de 1965, conforme a lei estadual nº 5026, e o nome de Alvorada, acredita-se que seja uma referência ao seu povo constituído em sua maioria por trabalhadores que acordavam nas primeiras horas da manhã para trabalhar na capital do Rio Grande do Sul (Porto Alegre. Entre as primeiras sesmarias concedidas do Sul, estão as de Cristóvão Pereira de Abreu, concedida em 23 de junho de 1775. Mais tarde esta mesma sesmaria foi entregue a João Batista Feijó, em 5 de maio de 1776, conforme dados do IBGE. Seria este o marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada. O povoamento se dá pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão. Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, começaram também a ocupar áreas vizinhas.




 Nas propriedades existiam tambos de leite. A grande maioria eram dedicadas a produção de leite e hortifrutigrangeiros, que não eram muito variados. Serviam ao comércio, a economia de subsistência e alimentação dos animais. Os principais produtos cultivados eram: melão, melancia, aipim, mandioca, batata-doce, e outros. O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas. As carretas já circulavam pelo Estado no tempo dos Padres Jesuítas. Em 1737, o Brigadeiro José da Silva Paes, trouxe ferreiros, carpinteiros e madeira para fabricar carretas. Era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto. Oriundos da beira da Lagoa dos Barros e de utras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por parilhas de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão. Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio. Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada. Constituíam-se de prédios de madeira com chão batido, ali vendia-se o fumo, a cachaça, o arroz e miudezas, transformando-se em ponto de parada obrigatória para os carreteiros. Dentre estas casas, as mais importantes eram: o armazénd do Sr. Anibal e os armazéns dos Srs. Lothario e Frederico Dihl. As embarcações vinham de vários lugares pelo Rio Gravataí, muitas paravam no Passo das Canoas, devido a dificuldade de acesso por via fluvial a Porto Alegre e redondezas, surgindo então a necessidade de uma estrada que facilitasse um deslocamento mais eficaz. Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canos foi desativado. O início da educação deu-se através da contratação de professores, que as famílias de maior poder aquisitivo efetuavam. Eram contratados professores de Gravataí e Porto Alegre. A professora vinha dar aula para os fihos dos proprietários das fazendas.


Ela fixava residência na fazenda que a contratava. Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas. Com a preferência ao ensino público oficial, em 1886, na Vila de Viamão haviam seis aulas públicas. Uma delas localizada no Passo da Figueira. Mais tarde, aproximadamente entre 1908 e 1910, têm-se conhecimento da escola de Augusta Agripina dos Santos, natural de Porto Alegre e professora estadual. Esta escola era aberta a comunidade, servindo a alunos de várias localidades, tais como Passo da Figueira, Passo do Feijó e adjacêncicas. Em 1911, esta escola antedia a trinta e seis alunos, e localizava-se próxima a uma figueira na atual Av. Frederico Dihl. Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas, o crescimento populacional das cidades vizinhas. Um dos primeiros loteamentos feitos no Passo do Feijó, foi o da Vila Passo do Feijó. O loteamento foi aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos. Surgiam os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros. Com 72,9 Km2, e área urbana legal de 52 Km2 o município é pequeno, um dos menores do Estado e apresenta um alto número de homícidios. Tem no entanto, todos os problemas de uma cidade grande e uma população crescente e carente de atenção em suas necessidades básicas



O marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada ocorreu com a sesmaria entregue a João Batista   Feijó, em maio de 1776.  Entre as famílias que iniciaram o povoamento das áeras estavam os Feijó, Barcellos, Souza, Garcia, Malta, Dihi,   Godoy, entre outros. Como resultado de um movimento popular que reivindicava mais atenção para a região, foi constituída a comissão de emancipação, na época o distrito possuía 4.338 eleitores e cerca de 12 mil habitantes.  O município de Alvorada foi formado pela junção de dois bairros - Passo do Feijó e Passo da Figueira. 
A origem do nome de Alvorada está relacionada a uma prática diária dos habitantes da cidade que todos os dias  acordavam cedo para trabalhar, tendo que sair do município ao nascer do sol.  Assim, ficaram conhecidos como os trabalhadores que vêm da Alvorada.

domingo, 6 de março de 2011

Lajeado-RS

  O primitivo habitante desta região foi o indígena, também chamado de bugre. Estes índios já haviam sido dizimados ou afugentados para o norte do Estado, há pelo menos 200 anos antes da chegada dos primeiros imigrantes.



   A partir de meados do século XVIII, o Governo português preocupou-se em povoar o sul do Brasil, trazendo casais e famílias inteiras das Ilhas dos Açores. Estas famílias eram aquinhoadas com grandes áreas de terras doadas em forma de “datas” ou “sesmarias”, sistema que vigorou aqui enquanto o Brasil foi colônia de Portugal.



  Em 1809, D. João VI dividiu a Capitania Geral de São Pedro, atual Estado do Rio Grande do Sul, em quatro municípios: Rio Grande, Porto Alegre, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.



Os irmãos João e José Inácio Teixeira, descendentes de açorianos, foram os primeiros proprietários do primitivo território de Lajeado, que receberam estas terras em forma de concessão de sesmarias. Os Teixeira moravam em Porto Alegre e consta que nunca vieram até aqui nem que fosse para breve inspeção. Mandavam um capataz com alguns escravos de barco pelo rio Taquari que, por mais de um século foi o caminho mais rápido e econômico para chegar de Porto Alegre até aqui. No atual bairro de Carneiros, onde o rio Taquari faz uma curva, existe um despenhadeiro de basalto que hoje é chamado de paredão. Por causa deste aspecto de mosteiro - fortaleza, o local deve ter sido denominado “Conventos”, por estes primeiros exploradores. Ali estabeleceram uma feitoria onde eram embarcados alguns produtos extraídos da floresta com destaque para erva-mate (hoje existe ali um marco inaugurado em 1991).



  O atual território de Lajeado, então pertencia ao município de Rio Pardo, cuja sede era naquela época, a cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Com a criação de novos municípios, o território de Lajeado passou a fazer parte de Triunfo (1832), de Taquari (1849) e de Estrela (1876).

sábado, 5 de março de 2011

Igrejinha-RS

O município de Igrejinha teve sua colonização iniciada em 1824, com a chegada de imigrantes alemães. No ano de 1847, Tristão Monteiro desbravou os caminhos desde o Vale do Rio dos Sinos para instalar a recém fundada Fazenda do Mundo Novo. Depois, ainda no mesmo ano, funda-se o núcleo da Casa de Pedra.

Sede Social Ecoland-Foto:Henrique de BORBA
Sede Social Ecoland


O povoado inicialmente denominado de Santa Maria do Mundo Novo virou ponto de referência em razão da forte influência da igreja de toda a região, onde os ensinamentos cristãos davam o apoio necessário aos recém chegados imigrantes, que buscavam alívio para suas frustações, medos e saudades.
Igrejinha faz divisa com as cidades de Taquara e São Francisco de Paula, ambas situadas em uma região montanhosa e com muitos vales. Seus primeiros colonizadores vieram de Laguna, Santa Catarina, os quais foram responsáveis pela abertura de novos caminhos e estradas nas matas do Estado. Uma destas estradas ligava Viamão, no RS, a Lages, em SC.Estas características proporcionaram a Igrejinha ter suas principais atrações ligadas à sua própria natureza. Na Serra Grande existe uma rampa para vôo livre, esporte difundido em toda a região que atrai praticantes de todo o Estado.


SINOSCAR-Foto: PCRAPAKI
SINOSCAR

Principais Pontos Turísticos


CASA DONA LUISA - MEMORIAL DO COLONO
A Casa possui uma exposição permanente denominada Memorial do Colono, além de um local destinado a exposições itinerantes e atividades artísticas e culturais.

Morro da Fé-by fritzdfs
Morro da Fé-by fritzdfs


MUSEU GUSTAVO ADOLFO KOETZ
O museu leva o nome do maestro Gustavo Adolfo Koetz em reconhecimento a seu trabalho.



RUA SETE DE JULHO
Era uma rua festiva onde passaram a residir as famílias que se retiraram das proximidades do rio Paranhana. Nesta rua está a maioria dos prédios históricos e de valor arquitetônico da cidade.

foto - Tallyton


IGREJA GABRIEL
A comunidade evangélica foi fundada em 1862, no vale Santa Maria do Mundo. Em 1893 foi construída a primeira igreja, em enxaimel. A igreja recebeu o nome de Gabriel porque a primeira criança batizada levou este nome.



CASA PASTORAL DA IECLB
Construída com estilo eclético que usava a telha francesa. Por este motivo, o telhado possui maior inclinação. A casa data dos últimos anos do século XIX, início XX.

MONUMENTO DO IMIGRANTE

Construído pelo artista plástico Victor Hugo, apresenta um grupo humano, onde aparecem figuras masculinas e femininas, representando os imigrantes e as ferramentas da época. Para simbolizar a festa e a alegria o escultor colocou um caneco que uma das figuras leva na mão com o braço estendido.





CASA DE PEDRA (STEINERER HAUS)
A grande casa de alvenaria foi a primeira e única na região. Construída por Tristão José Monteiro, foi um marco na colônia de Santa Maria do Mundo Novo, como era conhecida a região, servindo de moradia para seu construtor e armazém de abastecimento dos primeiros colonos.

Ecoatitude - foto Eduardo Macedo
Ecoatitude


TOCA DOS BUGRES
Gruta onde foram encontradas ossadas de índios. O acesso é difícil, podendo ser visitada somente na companhia de pessoa autorizada no local.

Foto - Eduardo Macedo

ROTA CAMINHOS DO VALE
Rota formatada pelo SEBRAE que une 6 municípios pertencentes à Região Turística vale do Rio dos Sinos.
Municípios Participantes: Campo Bom, Dois Irmãos, Igrejinha, Ivoti, Novo Hamburgo (Lomba Grande) e Sapiranga. 


Igreja Evangélica-by Rafael Peters
Igreja Evangélica

quinta-feira, 3 de março de 2011

Três Coroas-RS

Três Coroas situa-se no Vale do Paranhana e seus primeiros colonizadores foram de origem alemã, que vieram de São Leopoldo e depois, já neste século, vieram colonos de origem italiana que vindos de Caxias do Sul, fixando residência no vale, principalmente Quilombo e Linha Vinte e Oito, bairros de Três Coroas.

Museu Histórico Armindo Lauffer


A população lusa somente começou a fixar residência aqui, em maior número, provinda da serra, Cambará do Sul e São Francisco de Paula. É admirável a harmonia reinante no Município entre esses vários elementos raciais.

Desde sua fundação, o lugar já teve várias denominações: Linha dos Últimos Alemães, Vale ou Colônia de Santa Maria, Santa Maria de Cima, Santa Maria do Mundo Novo, e quando criou o Distrito, simplesmente: MUNDO NOVO, e por último Três Coroas. Deu origem ao nome atual um pinheiro com três troncos e copas (coroas) que existia no vale do Arroio Kampf.



Em 31/03/1938 Mundo Novo foi elevada a categoria de VILA, pela Lei Federal nº 7199, entretanto, já em 1903 foi iniciada campanha da criação do Distrito do Mundo Novo, com o batalhador Germano Volkart que viu seus anseios coroados de êxito em 10.11.1904, pela L.M. nº 86A, foi criado o Distrito de Mundo Novo, sendo o 4º Distrito de Taquara. O Município de Três Coroas foi instituído oficialmente em 12.05.1959 pela Lei Estadual nº 3741.
A transferência de administração do Ex-distrito de Três Coroas para a Comissão Emancipadora ocorreu no Gabinete do Prefeito de Taquara no dia 15.06.1959, sendo que a primeira eleição no Município foi em 08.11.1959 e o primeiro prefeito de Três Coroas foi o Sr. Affonso Saul.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Torres-RS

  O Município de Torres possui este nome devido à existência de três grandes rochedos de origem vulcânica, formados por rochas basálticas, do período Jurássico/Cretácio (Era dos Dinossauros), com aproximadamente 140 milhões de anos, que afloram à beira-mar, um aspecto único do Litoral Brasileiro. São as seguintes as torres: Torre do Norte (Morro do Farol); Torre do Centro (Morro das Furnas) e Torre do Sul (onde está a Praia da Guarita).
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado. Era utilizado pelos índios carijós de Santa Catarina e Arachanes, do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos das Torres, começando na Praia Grande e indo até a de Itapeva.





Os índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que viviam da caça e da pesca e se dedicavam a uma agricultura rudimentar. Em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Em 1500, estas trilhas, abertas em meio a matagais começaram a ser usadas também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no Sul do Brasil, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa da escravidão, lutas tribais e doenças introduzidas pelo contato com o branco. Estes caminhos transformaram-se no principal elo de ligação entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no Presídio de Rio Grande (1737).



Assim, Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna, começaram a instalar-se na região.
Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e, em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.




Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.
A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres e suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos Carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos Arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.




Torres tem ainda, um pouco da história "viva". Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, umas dezenas escassas, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial açoriano, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.



Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.