Nesta natureza habitavam os índios Kaingáng, donos absolutos destas terras.Após, se estabeleceram famílias de cabloclos. Estas famílias, habitavam esta região muitos anos antes da colonização. Acredita-se que entraram aqui pelos anos de 1913 ou antes. Moravam em rachos feitos de madeira lascada. Todos vendiam seus poucos produtos e compravam o necessário para sua subsistência em Campo do Meio. Lá era a sede do Distrito de Passo Fundo e o Cartório de Registros.
terça-feira, 8 de março de 2011
Agua Santa-RS
Nesta natureza habitavam os índios Kaingáng, donos absolutos destas terras.Após, se estabeleceram famílias de cabloclos. Estas famílias, habitavam esta região muitos anos antes da colonização. Acredita-se que entraram aqui pelos anos de 1913 ou antes. Moravam em rachos feitos de madeira lascada. Todos vendiam seus poucos produtos e compravam o necessário para sua subsistência em Campo do Meio. Lá era a sede do Distrito de Passo Fundo e o Cartório de Registros.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Alvorada-RS
O município, antes 3° Distrito de Viamão, chamado de Passo do Feijó, emancipou-se no dia 17 de setembro de 1965, conforme a lei estadual nº 5026, e o nome de Alvorada, acredita-se que seja uma referência ao seu povo constituído em sua maioria por trabalhadores que acordavam nas primeiras horas da manhã para trabalhar na capital do Rio Grande do Sul (Porto Alegre. Entre as primeiras sesmarias concedidas do Sul, estão as de Cristóvão Pereira de Abreu, concedida em 23 de junho de 1775. Mais tarde esta mesma sesmaria foi entregue a João Batista Feijó, em 5 de maio de 1776, conforme dados do IBGE. Seria este o marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada. O povoamento se dá pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão. Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, começaram também a ocupar áreas vizinhas.


Nas propriedades existiam tambos de leite. A grande maioria eram dedicadas a produção de leite e hortifrutigrangeiros, que não eram muito variados. Serviam ao comércio, a economia de subsistência e alimentação dos animais. Os principais produtos cultivados eram: melão, melancia, aipim, mandioca, batata-doce, e outros. O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas. As carretas já circulavam pelo Estado no tempo dos Padres Jesuítas. Em 1737, o Brigadeiro José da Silva Paes, trouxe ferreiros, carpinteiros e madeira para fabricar carretas. Era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto. Oriundos da beira da Lagoa dos Barros e de utras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por parilhas de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão. Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio. Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada. Constituíam-se de prédios de madeira com chão batido, ali vendia-se o fumo, a cachaça, o arroz e miudezas, transformando-se em ponto de parada obrigatória para os carreteiros. Dentre estas casas, as mais importantes eram: o armazénd do Sr. Anibal e os armazéns dos Srs. Lothario e Frederico Dihl. As embarcações vinham de vários lugares pelo Rio Gravataí, muitas paravam no Passo das Canoas, devido a dificuldade de acesso por via fluvial a Porto Alegre e redondezas, surgindo então a necessidade de uma estrada que facilitasse um deslocamento mais eficaz. Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canos foi desativado. O início da educação deu-se através da contratação de professores, que as famílias de maior poder aquisitivo efetuavam. Eram contratados professores de Gravataí e Porto Alegre. A professora vinha dar aula para os fihos dos proprietários das fazendas.
Ela fixava residência na fazenda que a contratava. Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas. Com a preferência ao ensino público oficial, em 1886, na Vila de Viamão haviam seis aulas públicas. Uma delas localizada no Passo da Figueira. Mais tarde, aproximadamente entre 1908 e 1910, têm-se conhecimento da escola de Augusta Agripina dos Santos, natural de Porto Alegre e professora estadual. Esta escola era aberta a comunidade, servindo a alunos de várias localidades, tais como Passo da Figueira, Passo do Feijó e adjacêncicas. Em 1911, esta escola antedia a trinta e seis alunos, e localizava-se próxima a uma figueira na atual Av. Frederico Dihl. Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas, o crescimento populacional das cidades vizinhas. Um dos primeiros loteamentos feitos no Passo do Feijó, foi o da Vila Passo do Feijó. O loteamento foi aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos. Surgiam os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros. Com 72,9 Km2, e área urbana legal de 52 Km2 o município é pequeno, um dos menores do Estado e apresenta um alto número de homícidios. Tem no entanto, todos os problemas de uma cidade grande e uma população crescente e carente de atenção em suas necessidades básicas
O marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada ocorreu com a sesmaria entregue a João Batista Feijó, em maio de 1776. Entre as famílias que iniciaram o povoamento das áeras estavam os Feijó, Barcellos, Souza, Garcia, Malta, Dihi, Godoy, entre outros. Como resultado de um movimento popular que reivindicava mais atenção para a região, foi constituída a comissão de emancipação, na época o distrito possuía 4.338 eleitores e cerca de 12 mil habitantes. O município de Alvorada foi formado pela junção de dois bairros - Passo do Feijó e Passo da Figueira.
A origem do nome de Alvorada está relacionada a uma prática diária dos habitantes da cidade que todos os dias acordavam cedo para trabalhar, tendo que sair do município ao nascer do sol. Assim, ficaram conhecidos como os trabalhadores que vêm da Alvorada.
domingo, 6 de março de 2011
Lajeado-RS
O primitivo habitante desta região foi o indígena, também chamado de bugre. Estes índios já haviam sido dizimados ou afugentados para o norte do Estado, há pelo menos 200 anos antes da chegada dos primeiros imigrantes.

A partir de meados do século XVIII, o Governo português preocupou-se em povoar o sul do Brasil, trazendo casais e famílias inteiras das Ilhas dos Açores. Estas famílias eram aquinhoadas com grandes áreas de terras doadas em forma de “datas” ou “sesmarias”, sistema que vigorou aqui enquanto o Brasil foi colônia de Portugal.

Em 1809, D. João VI dividiu a Capitania Geral de São Pedro, atual Estado do Rio Grande do Sul, em quatro municípios: Rio Grande, Porto Alegre, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.

Os irmãos João e José Inácio Teixeira, descendentes de açorianos, foram os primeiros proprietários do primitivo território de Lajeado, que receberam estas terras em forma de concessão de sesmarias. Os Teixeira moravam em Porto Alegre e consta que nunca vieram até aqui nem que fosse para breve inspeção. Mandavam um capataz com alguns escravos de barco pelo rio Taquari que, por mais de um século foi o caminho mais rápido e econômico para chegar de Porto Alegre até aqui. No atual bairro de Carneiros, onde o rio Taquari faz uma curva, existe um despenhadeiro de basalto que hoje é chamado de paredão. Por causa deste aspecto de mosteiro - fortaleza, o local deve ter sido denominado “Conventos”, por estes primeiros exploradores. Ali estabeleceram uma feitoria onde eram embarcados alguns produtos extraídos da floresta com destaque para erva-mate (hoje existe ali um marco inaugurado em 1991).

O atual território de Lajeado, então pertencia ao município de Rio Pardo, cuja sede era naquela época, a cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Com a criação de novos municípios, o território de Lajeado passou a fazer parte de Triunfo (1832), de Taquari (1849) e de Estrela (1876).
A partir de meados do século XVIII, o Governo português preocupou-se em povoar o sul do Brasil, trazendo casais e famílias inteiras das Ilhas dos Açores. Estas famílias eram aquinhoadas com grandes áreas de terras doadas em forma de “datas” ou “sesmarias”, sistema que vigorou aqui enquanto o Brasil foi colônia de Portugal.
Em 1809, D. João VI dividiu a Capitania Geral de São Pedro, atual Estado do Rio Grande do Sul, em quatro municípios: Rio Grande, Porto Alegre, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha.
Os irmãos João e José Inácio Teixeira, descendentes de açorianos, foram os primeiros proprietários do primitivo território de Lajeado, que receberam estas terras em forma de concessão de sesmarias. Os Teixeira moravam em Porto Alegre e consta que nunca vieram até aqui nem que fosse para breve inspeção. Mandavam um capataz com alguns escravos de barco pelo rio Taquari que, por mais de um século foi o caminho mais rápido e econômico para chegar de Porto Alegre até aqui. No atual bairro de Carneiros, onde o rio Taquari faz uma curva, existe um despenhadeiro de basalto que hoje é chamado de paredão. Por causa deste aspecto de mosteiro - fortaleza, o local deve ter sido denominado “Conventos”, por estes primeiros exploradores. Ali estabeleceram uma feitoria onde eram embarcados alguns produtos extraídos da floresta com destaque para erva-mate (hoje existe ali um marco inaugurado em 1991).
O atual território de Lajeado, então pertencia ao município de Rio Pardo, cuja sede era naquela época, a cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Com a criação de novos municípios, o território de Lajeado passou a fazer parte de Triunfo (1832), de Taquari (1849) e de Estrela (1876).
sábado, 5 de março de 2011
Igrejinha-RS
Sede Social Ecoland
SINOSCAR
Principais Pontos Turísticos
CASA DONA LUISA - MEMORIAL DO COLONO
A Casa possui uma exposição permanente denominada Memorial do Colono, além de um local destinado a exposições itinerantes e atividades artísticas e culturais.
Morro da Fé-by fritzdfs
MUSEU GUSTAVO ADOLFO KOETZ
O museu leva o nome do maestro Gustavo Adolfo Koetz em reconhecimento a seu trabalho.
RUA SETE DE JULHO
Era uma rua festiva onde passaram a residir as famílias que se retiraram das proximidades do rio Paranhana. Nesta rua está a maioria dos prédios históricos e de valor arquitetônico da cidade.
IGREJA GABRIEL
A comunidade evangélica foi fundada em 1862, no vale Santa Maria do Mundo. Em 1893 foi construída a primeira igreja, em enxaimel. A igreja recebeu o nome de Gabriel porque a primeira criança batizada levou este nome.
CASA PASTORAL DA IECLB
Construída com estilo eclético que usava a telha francesa. Por este motivo, o telhado possui maior inclinação. A casa data dos últimos anos do século XIX, início XX.
MONUMENTO DO IMIGRANTE
Construído pelo artista plástico Victor Hugo, apresenta um grupo humano, onde aparecem figuras masculinas e femininas, representando os imigrantes e as ferramentas da época. Para simbolizar a festa e a alegria o escultor colocou um caneco que uma das figuras leva na mão com o braço estendido.
CASA DE PEDRA (STEINERER HAUS)
A grande casa de alvenaria foi a primeira e única na região. Construída por Tristão José Monteiro, foi um marco na colônia de Santa Maria do Mundo Novo, como era conhecida a região, servindo de moradia para seu construtor e armazém de abastecimento dos primeiros colonos.
Ecoatitude
TOCA DOS BUGRES
Gruta onde foram encontradas ossadas de índios. O acesso é difícil, podendo ser visitada somente na companhia de pessoa autorizada no local.
ROTA CAMINHOS DO VALE
Rota formatada pelo SEBRAE que une 6 municípios pertencentes à Região Turística vale do Rio dos Sinos.
Municípios Participantes: Campo Bom, Dois Irmãos, Igrejinha, Ivoti, Novo Hamburgo (Lomba Grande) e Sapiranga.
Igreja Evangélica
quinta-feira, 3 de março de 2011
Três Coroas-RS
Três Coroas situa-se no Vale do Paranhana e seus primeiros colonizadores foram de origem alemã, que vieram de São Leopoldo e depois, já neste século, vieram colonos de origem italiana que vindos de Caxias do Sul, fixando residência no vale, principalmente Quilombo e Linha Vinte e Oito, bairros de Três Coroas.
Museu Histórico Armindo Lauffer
A população lusa somente começou a fixar residência aqui, em maior número, provinda da serra, Cambará do Sul e São Francisco de Paula. É admirável a harmonia reinante no Município entre esses vários elementos raciais.
Em 31/03/1938 Mundo Novo foi elevada a categoria de VILA, pela Lei Federal nº 7199, entretanto, já em 1903 foi iniciada campanha da criação do Distrito do Mundo Novo, com o batalhador Germano Volkart que viu seus anseios coroados de êxito em 10.11.1904, pela L.M. nº 86A, foi criado o Distrito de Mundo Novo, sendo o 4º Distrito de Taquara. O Município de Três Coroas foi instituído oficialmente em 12.05.1959 pela Lei Estadual nº 3741.
A transferência de administração do Ex-distrito de Três Coroas para a Comissão Emancipadora ocorreu no Gabinete do Prefeito de Taquara no dia 15.06.1959, sendo que a primeira eleição no Município foi em 08.11.1959 e o primeiro prefeito de Três Coroas foi o Sr. Affonso Saul.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Torres-RS
O Município de Torres possui este nome devido à existência de três grandes rochedos de origem vulcânica, formados por rochas basálticas, do período Jurássico/Cretácio (Era dos Dinossauros), com aproximadamente 140 milhões de anos, que afloram à beira-mar, um aspecto único do Litoral Brasileiro. São as seguintes as torres: Torre do Norte (Morro do Farol); Torre do Centro (Morro das Furnas) e Torre do Sul (onde está a Praia da Guarita).
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado. Era utilizado pelos índios carijós de Santa Catarina e Arachanes, do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos das Torres, começando na Praia Grande e indo até a de Itapeva.

Os índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que viviam da caça e da pesca e se dedicavam a uma agricultura rudimentar. Em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Em 1500, estas trilhas, abertas em meio a matagais começaram a ser usadas também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no Sul do Brasil, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa da escravidão, lutas tribais e doenças introduzidas pelo contato com o branco. Estes caminhos transformaram-se no principal elo de ligação entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no Presídio de Rio Grande (1737).

Assim, Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna, começaram a instalar-se na região.
Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e, em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.

Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.
A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres e suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos Carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos Arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.

Torres tem ainda, um pouco da história "viva". Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, umas dezenas escassas, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial açoriano, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.

Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado. Era utilizado pelos índios carijós de Santa Catarina e Arachanes, do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos das Torres, começando na Praia Grande e indo até a de Itapeva.
Os índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que viviam da caça e da pesca e se dedicavam a uma agricultura rudimentar. Em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Em 1500, estas trilhas, abertas em meio a matagais começaram a ser usadas também por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no Sul do Brasil, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa da escravidão, lutas tribais e doenças introduzidas pelo contato com o branco. Estes caminhos transformaram-se no principal elo de ligação entre o resto do Brasil e os núcleos avançados do povoamento português, na Colônia do Sacramento (1679) e no Presídio de Rio Grande (1737).
Assim, Torres assumiu a importante função de controlar a estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos e açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna, começaram a instalar-se na região.
Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul.
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e, em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.
Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.
A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres e suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos Carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos Arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.
Torres tem ainda, um pouco da história "viva". Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, umas dezenas escassas, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial açoriano, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.
Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.
terça-feira, 1 de março de 2011
Capão da Canoa-RS
Com o início do século XX teve inicio também o precário povoamento de nossas terras. Na década de 1910, algumas pessoas que residiam no campo vinham até o mar para pescar. E foi por volta de 1920 que começaram a chegar veranistas vindo da serra, a cavalo ou por charretes puxadas por mulas e bois, que aqui encontraram os primeiros hotéis Bom Filho que depois passou a se chamar Hotel Grizza e o do Pedro Nunes (foto desta página - cujo letreiro foi pintado por um dos hóspedes). Figueiras, araçás, butiazeiros e matinhos enfeitavam o nosso quadro de muitos lagos, cercados por cômoros de areia, muito altos.
Para iluminação usavam velas, lampiões à querosene e carboreto, e a água era de poços particulares. Foi no final da década de 20 que ouve um crescimento maior, tanto de veranistas como de população fixa.

Aqui os vapores ancoravam no Porto da Barra de João Pedro ou em ocasiões especiais, no Porto da Camila (hoje a casa de bombas da CORSAN). Na época já haviam alguns veranistas que se aventuravam a vir de diligências via Tramandaí - Praia. Mais hotéis garantiam a boa acomodação dos turistas: o Hotel Atlântico, Bela Vista, Bassani e Rio-Grandense.
A primeira casa comercial, do senhor João Vidor, vendia de tudo, e se abastecia com mercadorias transportadas pelo barco e cavalo.Qualquer assistência médica deveria ser procurada nos centros maiores como: Cornélios, Maquiné ou Osório, de vapor ou a cavalo.
A alimentação básica, no inverno, principalmente, era peixe e marisco.
As missas, até então rezadas em casas de família, no verão passaram a ser celebradas no Hotel Rio-Grandense, de propriedade do senhor Alberto Mury e celebrada pelo Padre Henrique.
E foi nos anos 30 que os hotéis instalaram seus geradores de luz, seus poços com bomba para puxar água.Construíram o Farol e com ele chegou o primeiro telefone, de propriedade da Marinha, que ligava Capão da Canoa a Osório.
A primeira Escola da sede, também aconteceu nesta época (1932) com a professora Maria de Lourdes M. Véras buscando alunos em casa, comprando roupas e materiais escolares para as crianças, além de lavar seus rostinhos e mãos para poderem frequentar a sala cedida na casa de seus pais Guilherme e Conceição Véras. Foi seu pais quem fabricou as mesas e bancos a serem ocupados pelos alunos.
Os carros começavam a trafegar pelo balneário, vindos de Porto Alegre a Tramandaí e Tramandaí a Capão pela praia.O Expresso Jaeger realizava uma vez por semana e depois diariamente, a grande façanha de viajar Porto Alegre a Torres, trazendo com ele carregamentos, passageiros, recados e avisos, um autêntico meio de comunicação.
Foi na década de 30 que veranistas e população de inverno se uniram para construir e equipar a primeira capela Nossa Senhora de Lourdes, localizada onde hoje é o edifício Sepé e Guaraní

Na década de 40 iniciou a movimentação maior e o progresso acelerou.
Lagos e laguinhos começaram a ser aterrados com as areias dos cômoros, as construções começaram a proliferar em decorrência da instalação da primeira fábrica de móveis e esquadrias da empresa Capão da Canoa que tinha como funcionários os senhores Hans e Hugo Birlem, e depois Birlem e Cia. Ltda. já como um dos sócios o senhor Otto Birlem.
A empresa Cometa dos senhor Constantino Eckermann começou a operar com um ônibus que fazia diariamente a linha Capão da Canoa-Osório usando a estradinha recém aberta, atravessando a Barra do João Pedro com uma balsa que mais tarde cedeu lugar a atual ponte no Canal João Pedro, RS 407.
Criou-se na época a Cooperativa de Energia Elétrica, na qual os associados tinham direito de receber luz nos seus hotéis e casas particulares, no horário de inverno de 17 horas e 30 minutos às 22 horas e no verão das 20 às 24 horas. Segundo o senhor André Pusti, encarregado do controle operacional da Cooperativa, este horário era flexível mediante o pagamento de taxas extras e em dias especiais de alguma comemoração ocasional. Havia uma precária iluminação pública.A água embora de poço, puxada pela força de cata-vento foi canalizada pela empresa Capão da Canoa, de propriedade de José Agostinelli e Ramiro Correa que construiu a primeira caixa d'água na atual Paraguassú esquina Pindorama, e que ainda hoje existe ornamentando o local.
Como meio de transporte os barcos de carga eram os principais responsáveis pelo abastecimento de todo e qualquer material pelo abastecimento de todo e qualquer material de que necessitássemos. E eram as carretas que faziam o longo percurso de transportar do Porto da Barra do João Pedro aos seus destinos, as encomendas.
Após o jantar os veranistas faziam tradicional passeio pela praia até o farol.
Os horários do banho de mar eram das 8 horas e 30 minutos às 10 horas e 30 minutos e das 15 às 16 horas. O almoço era em torno das 11 horas, 17 horas já era considerado à tardinha, preparativos para jantar.A temporada de verão compreendia os meses de janeiro, fevereiro e março.Nos anos 1950-1960 mais progresso mais veranistas, mais população fixa, mais atrações.
Durante o veraneio, instalaram-se no Edifício Aimoré a primeira barbearia e o primeiro restaurante, cujo Maitre, de categoria internacional vinha do Restaurante Quitandinha do Rio de Janeiro, trazido pelo senhor Ramiro Correa. A rodoviária e a telefônica, que passou a ter maior alcance e prestar maiores serviços, também se instalaram no edifício Aimoré
Para iluminação usavam velas, lampiões à querosene e carboreto, e a água era de poços particulares. Foi no final da década de 20 que ouve um crescimento maior, tanto de veranistas como de população fixa.
Aqui os vapores ancoravam no Porto da Barra de João Pedro ou em ocasiões especiais, no Porto da Camila (hoje a casa de bombas da CORSAN). Na época já haviam alguns veranistas que se aventuravam a vir de diligências via Tramandaí - Praia. Mais hotéis garantiam a boa acomodação dos turistas: o Hotel Atlântico, Bela Vista, Bassani e Rio-Grandense.
A primeira casa comercial, do senhor João Vidor, vendia de tudo, e se abastecia com mercadorias transportadas pelo barco e cavalo.Qualquer assistência médica deveria ser procurada nos centros maiores como: Cornélios, Maquiné ou Osório, de vapor ou a cavalo.
A alimentação básica, no inverno, principalmente, era peixe e marisco.
As missas, até então rezadas em casas de família, no verão passaram a ser celebradas no Hotel Rio-Grandense, de propriedade do senhor Alberto Mury e celebrada pelo Padre Henrique.
E foi nos anos 30 que os hotéis instalaram seus geradores de luz, seus poços com bomba para puxar água.Construíram o Farol e com ele chegou o primeiro telefone, de propriedade da Marinha, que ligava Capão da Canoa a Osório.
A primeira Escola da sede, também aconteceu nesta época (1932) com a professora Maria de Lourdes M. Véras buscando alunos em casa, comprando roupas e materiais escolares para as crianças, além de lavar seus rostinhos e mãos para poderem frequentar a sala cedida na casa de seus pais Guilherme e Conceição Véras. Foi seu pais quem fabricou as mesas e bancos a serem ocupados pelos alunos.
Os carros começavam a trafegar pelo balneário, vindos de Porto Alegre a Tramandaí e Tramandaí a Capão pela praia.O Expresso Jaeger realizava uma vez por semana e depois diariamente, a grande façanha de viajar Porto Alegre a Torres, trazendo com ele carregamentos, passageiros, recados e avisos, um autêntico meio de comunicação.
Foi na década de 30 que veranistas e população de inverno se uniram para construir e equipar a primeira capela Nossa Senhora de Lourdes, localizada onde hoje é o edifício Sepé e Guaraní
Na década de 40 iniciou a movimentação maior e o progresso acelerou.
Lagos e laguinhos começaram a ser aterrados com as areias dos cômoros, as construções começaram a proliferar em decorrência da instalação da primeira fábrica de móveis e esquadrias da empresa Capão da Canoa que tinha como funcionários os senhores Hans e Hugo Birlem, e depois Birlem e Cia. Ltda. já como um dos sócios o senhor Otto Birlem.
A empresa Cometa dos senhor Constantino Eckermann começou a operar com um ônibus que fazia diariamente a linha Capão da Canoa-Osório usando a estradinha recém aberta, atravessando a Barra do João Pedro com uma balsa que mais tarde cedeu lugar a atual ponte no Canal João Pedro, RS 407.
Criou-se na época a Cooperativa de Energia Elétrica, na qual os associados tinham direito de receber luz nos seus hotéis e casas particulares, no horário de inverno de 17 horas e 30 minutos às 22 horas e no verão das 20 às 24 horas. Segundo o senhor André Pusti, encarregado do controle operacional da Cooperativa, este horário era flexível mediante o pagamento de taxas extras e em dias especiais de alguma comemoração ocasional. Havia uma precária iluminação pública.A água embora de poço, puxada pela força de cata-vento foi canalizada pela empresa Capão da Canoa, de propriedade de José Agostinelli e Ramiro Correa que construiu a primeira caixa d'água na atual Paraguassú esquina Pindorama, e que ainda hoje existe ornamentando o local.
Os horários do banho de mar eram das 8 horas e 30 minutos às 10 horas e 30 minutos e das 15 às 16 horas. O almoço era em torno das 11 horas, 17 horas já era considerado à tardinha, preparativos para jantar.A temporada de verão compreendia os meses de janeiro, fevereiro e março.Nos anos 1950-1960 mais progresso mais veranistas, mais população fixa, mais atrações.
Durante o veraneio, instalaram-se no Edifício Aimoré a primeira barbearia e o primeiro restaurante, cujo Maitre, de categoria internacional vinha do Restaurante Quitandinha do Rio de Janeiro, trazido pelo senhor Ramiro Correa. A rodoviária e a telefônica, que passou a ter maior alcance e prestar maiores serviços, também se instalaram no edifício Aimoré
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